Natal em ritmo nordestino

A cultura nordestina não está presente apenas na região Nordeste. Ela viaja o país e encanta pessoas de outras regiões. A prova disso está no Auto de Natal que será realizado a partir dessa quarta-feira em Araraquara (SP). O Bando Tiê Preto, fundado há 3 anos por alunos da Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara é responsável pela apresentação, que será baseada no Projeto Cocada Preta, criado por eles. A entrada para as apresentações é gratuita e a apresentação traz para o público a tradicional história do Natal através da cultura popular nordestina.

O projeto Cocada Preta é responsável pelo estudo das raízes da cultura popular e se adequa a proposta do Bando de mesclar teatro, música, regionalismo e recriação. O nome da apresentação é “Auto Cocada de Natal” e refere-se à encenação da peça em ritmo de samba de coco.

O samba de coco é um ritmo que surgiu em Pernambuco, sob a influência dos negros africanos, que cantavam e dançavam durante o ritual da quebra do coco. “A dança foi criada pelos escravos durante o trabalho, que consistia em amassar o barro com os pés. (…) Reza a lenda que, na época, a casa construída com esse barro era um lar próspero. (…) Os negros também criaram instrumentos para dar compasso à música”, explica Ana Beatriz – integrante do Bando.

A apresentação do Bando mistura teatro e música, a partir de coreografia que utilizam os elementos do samba de coco e convidam o público para a roda de samba. Enquanto o coro da música conta com a participação de todos, o canto é entoado pela puxadora, acompanhado do som de instrumentos como a zabumba, o pandeiro e o ganzá. Até as roupas são confeccionadas pelo próprio grupo, através do tradicional chitão e com tecido florido.

Em Araraquara, o Natal está em ritmo Nordestino. Aqui no blog, a Aquarela Nordestina já está em clima de Natal!

FONTES: EP Araraquara.

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III Mostra de Arte e Cultura do Sertão Central – Quiarte

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A partir desta quinta-feira, às 16h30, a cidade de Quixeramobim (CE) estará repleta de elementos culturais com o acontecimento da III Mostra de Arte e Cultura do Sertão Central – a Quiarte.

No evento, muitas manifestações culturais serão contempladas, como a música, dança, circo, teatro, artes visuais, exibição de filmes e tradições populares. A abertura do evento contará com um cortejo de grupos tradicionais e artistas pelas ruas do centro da cidade de Quixeramobim.

A festa continua com o shows das atrações Pegada do Forró e Luiz Paulo do Acordeom, na Praça da Estação e, em seguida, com o show da dupla Ítalo e Renno. A programação prossegue com exibição de filmes no Salão Paroquial e a visitação do III Salão de Artes Plásticas, na Casa de Antônio Conselheiro, que conta com obras de 11 artistas da região.

O Quiarte durará até domingo, dia 18, com entrada gratuita para assistir as apresentações, que pretende atrair todos os públicos, inclusive as crianças.

SERVIÇO:

III Quiarte – Mostra de Arte e Cultura do Sertão Central

Quando: de 15 a 18 de novembro.

Onde: Quixeramobim – CE.

Entrada franca.

Mais informações: (85) 3251 1105      .

FONTES: Diário do NordesteO Povo online.

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Dia Nacional do Forró!

Hoje, 13 de dezembro, é comemorado o Dia do Nacional do Forró. A data comemorativa foi instituída desde 2005, com o intuito de homenagear Luiz Gonzaga, Rei do Baião, que faz aniversário na mesma data (conferir post sobre Luiz Gonzaga).

Muitas cidades terão uma programação especial para comemorar essa data. Em Fortaleza, 20 atrações se reunirão hoje à noite, às 20 horas, no Polo Luiz Gonzaga, no Conjunto Ceará. “Foram selecionados artistas que fazem parte da nossa história musical e são engajados na luta por esse movimento do forró de qualidade”, disse Walter Medeiros – presidente da ACF (Associação Cearense do Forró), responsável pela iniciativa do evento. Uma das atrações é a Orquestra Sanfonas do Ceará e o Balé Folclórico Arte Popular.

Em Sergipe, a festa também é gratuita e acontecerá na Orla de Atalaia, com a apresentação de quadrilhas juninas, trios de forró pé de serra, grupos folclóricos e a Orquestra Sanfônica de Aracaju (ORSA).

SOBRE O FORRÓ:

No dia do forró, vale relembrar onde surgiu esse ritmo e quais são as suas principais características.

Há quem diga que forró originou-se do termo em inglês “for all”, que significa “para todos”. Outros, porém, advertem que o termo forró surgiu do termo africano “forrobodó”, que significa festa, bagunça. À parte as traduções livres do termo, os ritmos que compõem o forró são destacáveis pela sua variedade – tem o xote, o xaxado, o repente o maracatu, o lamento e, claro, o baião.

O primeiro deles, o xote, teve origem na Alemanha (intitulado Schottisch) e ao chegar em solo brasileiro, sofreu influências do gingado dos africanos e teve seu nome transformado para “xote”. O xaxado é uma dança popular brasileira, que era dançada por cangaceiros do bando de Lampião, cujo nome “xaxado” é atribuído ao barulho que as sandálias dos cangaceiros faziam na areia do sertão. O repente é um ritmo que mistura música e poesia, caracterizado pelo improviso, cuja origem remonta a época dos trovadores medievais – o nome faz alusão ao modo como os versos são feitos: “de repente”. O maracatu é caracterizado pela predominância do som dos instrumentos de percussão e teve origem nas congadas (cerimônias de coração de reis da Nação Negra do Brasil). O lamento difere-se dos outros ritmos por ser um canção triste, composta por versículos que permitam a encenação em uma tragédia. O baião, por sua vez, é uma dança alegre típica do nordeste brasileiro, derivado do lundu. que tem como rei o nordestino Luiz Gonzaga.

FONTES: Grupo ArrastapéInforme SergipeDiário do Nordeste.

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Pré-centenário do Rei do Baião

Foto: Memorial Luiz Gonzaga

Luiz Gonzaga foi um nordestino daqueles que tinha orgulho da sua região. Nascido em Exu (Pernambuco), em 1912, o Rei do Baião era semianalfabeto, filho de meeiros da fazenda de um coronel sertanejo e chegou a ser soldado do exército, quando fugiu de casa após desilusões amorosas. As dificuldades de sua origem humilde não o fizeram abandonar o desejo de ser músico e cantar o baião, ritmo que começou a fazer sucesso em 1946 e através do qual o nordestino se tornou rei.

A importância de Luiz deve-se principalmente ao legado que suas obras deixaram, visto que muitos compositores que vieram depois dele integram  em seu repertório um xote, um xaxado ou um baião, ritmos estilizados e popularizados por Luiz Gonzaga.

Se estivesse vivo, Luiz Gonzaga completaria hoje, em 13 de dezembro, 99 anos. Para relembrar o Rei do Baião, diversas homenagens foram feitas. O Jornal do Commercio – jornal pernambucano – iniciou a publicação de quatro cadernos especiais sobre ele e em Alagoas foi entregue a forrozeiros o Troféu Luiz Gonzaga (confira o post ). 

Porém, a homenagem maior ao Rei do Baião é feita frequentemente não só pelos nordestinos, mas pelo povo brasileiro, sempre que cantam ou dançam o baião ou quando tocam um ritmo estilizado por ele no período junino. Afinal, como não fazer referência ao Rei do Baião quando se ouve, por exemplo, esses trechos:

“Quando ‘oiei’ a terra ardendo/ Qual a fogueira de São João/ Eu perguntei a Deus do céu, ai/ Por que tamanha judiação?”

Asa Branca (Luiz Gonzaga)

FONTES: JC onlineWIKIPÉDIA – Luiz Gonzaga.

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