Arquivo do mês: setembro 2011

Revivendo o “Ciclo do Recife”

Cartaz - Mostra Cinema Silencioso

Mostra de Cinema Silencioso, que acontece em Recife desta quinta-feira(29/09) até domingo(02/10), traz de volta o cinema mudo de Pernambuco com a exibição de filmes que surgiram na década de 1920, em um período conhecido como Ciclo do Recife. As sessões são gratuitas e acontecem no Cinema São Luiz.

O evento é organizado pelo músico Alex Mono e inspirado na Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, que ocorre anualmente em SP. Compositores e músicos foram convidados para criar e executar obras originais para acompanhar a projeção dos filmes, reproduzindo a sensação do período do cinema mudo, em que a trilha sonora era feita ao vivo. Nomes importantes da música brasileira participam do evento, como Arrigo Barnabé, Lívio Tragtenberg e o Maestro Ademir Araújo, que criou músicas para quatro filmes, de acordo com o tema e a história das exibições. Sobre o evento, o maestro ressalta: “Em filmes comuns o trabalho com trilha é mais tradicional: você usa músicas quando não há diálogo, quando tem espaço. Nos trabalhos mudos é diferente, a composição tem que ser do começo ao fim”.

As produções regionais, em destaque para as de Recife, ganham espaço na década de 1920, quando há um movimento nas principais cidades do Brasil, com o objetivo de incentivar a produção cinematográfica nacional e a instalação de mais salas de exibição. Portanto, essa Mostra é importante para preservar o patrimônio cultural e permitir que o público conheça as produções antigas da cidade, como aponta o músico e organizador Alex Mono.

A Mostra foi realizada nos mesmos moldes em 2007, no Cinema da Fundação. Neste ano, recebeu o apoio de R$78 mil de leis de incentivo. A programação conta com os filmes mais conhecidos do Clico do Recife, como “Veneza Americana”(1925), “Aitaré da Praia”(1926) e “Sob o céu nordestino”(1929).

“Veneza Americana”:

SERVIÇO

Evento: Mostra de Cinema Silencioso;

Data: 29/09 a 02/10;

Local: Cinema São Luiz (Rua da Aurora, Centro – Recife);

Preço: Gratuito.

– Ingressos distribuídos no local uma hora antes da exibição.

PROGRAMAÇÃO

Quinta (29/09):

17h30 – Abertura
18h30
Grandezas de Pernambuco (1925)
Duração: 30 min.
Direção e roteiro: Chagas Ribeiro.
Câmera: Horácio Carvalho.
Produção: Olinda-Filme.
Filme que mostra as realizações do Governo Sérgio Loreto, em Pernambuco.
Restaurado pela Cinemateca Brasileira em 2007.

Recife no Centenário da Confederação do Equador (1924)
Duração: 10 min – fragmentos.
Direção: Ugo Falangola e Jota Cambieri.
Produção: Pernambuco film.
O filme mostra o Recife 100 anos depois dos acontecimentos da Confederação do Equador.
Restaurado pela Cinemateca Brasileira em 2007.

Carnaval de 1926 (1926)
Duração: 8 min.
Direção: Edson Chagas.
Produção: Aurora Filme.
Documentário sobre o carnaval de 1926, em P&B.
– Música: Maestro Ademir Araújo. Participação da Orquestra Popular do Recife.

20h30
Aitaré da Praia (1926)
Duração: 60 min.
Direção: Gentil Roiz.                                                                                                                                                                                                                 Produção: Aurora Filme.
Aitaré namora Cora, uma moça da aldeia. Numa viagem de jangada em dia tempestuoso, ele salva o rico Coronel Felipe Rosa e sua filha, que ficam retidos nessa pequena aldeia de pescadores até a chegada de um barco, que os leva de volta ao Recife. Por causa de intrigas, Aitaré e Cora se desentendem. Somente cinco anos mais tarde será esclarecido e eles se reconciliarão. Em P&B.
– Música: Lívio Tratemberg. Participação dos Sanfoneiros Muniz do Arrasta pé, Josildo e Diógenes.

Sexta (30/09):

19h
Sob o Céu Nordestino (1929)
Produção: Nordeste Filme.
Direção: Walfredo Rodriguez.
Documentário sobre o Estado da Paraíba, com aspectos gerais das cidades de Umbuzeiro, Borborema, Bananeiras, Araruna, Campina Grande, Patos, Santa Luzia e Cabedelo. São abordados os Açudes da Paraíba e a Vaquejada nos arredores de Umbuzeiro, o comércio de algodão, a feira de Campina Grande e a pesca da baleia nas costas de Cabedelo.
– Música: Pedro Osmar. Participações de Mário Sérgio e Hindenburgo.

20h30
Retribuição (1924)
Duração: 34 min.
Direção: Gentil Roiz.                                                                                                                                                                                                                 Produção: Aurora Filme.
Drama de aventuras. Primeiro filme de enredo produzido no nordeste do Brasil. Antes de morrer, Frederico Paes deixa como herança para sua filha Edith um mapa com o desenho do local onde está um tesouro em moedas de ouro.
-Música: Alex Mono. Participações de Roberto Patrício, Thiago Henrique e Fred Chalegre.

Sábado (01/10):

19h
Veneza Americana (1925)
Duração: 68 min e 22 seg.
Direção: J. Cambieri e Ugo Falangola.                                                                                                                                                                             Produção: Pernambuco-Film.
Documentário mostrando as obras do governador de Pernambuco, Sérgio Loreto. Cenas da praia de Boa Viagem sem os atuais arranha-céus, chegada dos Bondes no Recife. Em P&B.
Acervo da Fundação Joaquim Nabuco, restaurado pela Cinemateca Brasileira em 2007.
– Música: Alex Mono. Participações de Públius Lentullus, Pierre, Christiano Lemgruber e Thiago Henrique.

Domingo (02/10):

17h30
Revezes (1927)
Produção: Olinda-Film.
Direção: Chagas Ribeiro.
Narra luta por posse de terras.
– Música: Maestro Ademir Araújo. Participação da Orquestra Popular do Recife.

19h
A Filha do advogado (1926)
Duração: 92 min.
Direção: Jota Soares                                                                                                                                                                                                                 Produção: Aurora Filme
Helvécio Aragão leva uma vida boêmia, sustentado pelo pai, conceituado advogado. Este se verá envolvido num caso intricado.
– Música: Arrigo Barnabé. Participação de  Vitor Kisil.

FONTESCinema de Pernambuco – WIKIPÉDIAFolha de PernambucoFolha de Pernambuco 2;  Jornal do Commercio – NE10Blog Jornal Cultural.

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São Luís é um Palco!

16/09 - Projeto "São Luís é um Palco". Apresentação de Teresa Canto.

Com o objetivo de promover a cultura e a música maranhense, a Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal do Turismo (Setur), realiza mais uma etapa do projeto “São Luís é um Palco”, que acontece sempre às sextas-feiras, a partir das 19 hrs, na Praça da Criança, no Centro Histórico. Na sexta-feira (dia 16/09), o evento contou com a presença da cantora Teresa Canto e do grupo Boi Brilho da Ilha. Ontem (dia 23/09), a festa foi comandada pelo músico Djalma Chaves e pelo talentoso grupo Boi de Maracanã.

A agenda do projeto “São Luís é um Palco 2011” já está definida até o mês de novembro, com atrações confirmadas até o dia 30/09 (Cacuriá de D. Teté e Boi de Upaon Açu). O público é diversificado, em sua maioria jovem, mas crianças e idosos também comparecem para atestar a qualidade do som e o talento dos ícones maranhenses.

A festa faz a junção do santo ao profano e apresenta uma mistura de ritmos, de cores, danças e lendas que conquistam a massa, principalmente os turistas. O evento, além de encantar aos visitantes e colaborar com o turismo, representa uma alternativa de lazer para a comunidade da região que, através das apresentações culturais, exaltam a tradição, a memória e a valorização da cultura maranhense.

Os artistas locais também ganham visibilidade, como o grupo Boi de Maracanã. Esse grupo faz parte da comunidade centenária Bumba Boi de Maracanã, localizado na Periferia de São Luís, com mais de 1000 integrantes, entre caboclos reais, músicos, organizadores, índias e rajados, que realizam espetáculos sofisticados em sua técnica, com o intuito de inclusão social, valorização da família, da identidade cultural e, unidos pelo desejo de brincar, promovem uma das manifestações populares mais complexas do país. Humberto do Maracanã é a voz desse conjunto, cantador desde os 12 anos de idade.

Vale a pena apoiar esse projeto e conferir as expressões de uma cultura tão rica, apresentada por um povo que se esforça para conservar a lenda. Em trechos da música “Maranhão, meu tesouro, meu torrão”, Humberto de Maracanã consegue transmitir o significado dessa tradição, interpretando e emocionando através da toada: “Esta herança foi deixada por nossos avós, hoje cultivada por nós, pra compor tua história, Maranhão”.

Vídeo da música “Maranhão, meu tesouro, meu torrão” em apresentação do grupo Bumba Boi de Maracanã no Arraial da Praça Nauro Machado (27/06/2011):

Evento: “São Luís é um Palco”.
Horário: A partir das 19 horas.
Local: Praça da Criança – Centro Histórico de São Luís.
Preço: Gratuito.
 
Agenda “São Luís é um Palco 2011” :
 
Setembro – Dia 23 (Djalma Chaves e Boi de Maracanã)/ Dia 30 (Cacuriá de D. Teté e Boi de Upaon Açu);
Outubro – Dias 07; 14; 21; e 28;
Novembro – Dias 04; 11; 18; e 25.
 

Fontes: Jornal CazumbáJornal Cazumbá 2Jornal PequenoSite Oficial Bumba Boi de Maracanã

 
 
 
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