Museus

Virada Multicultural

A partir desta sexta-feira (14/10) até este domingo (16/10), a cidade de Recife transformou-se em um pólo de cultura com a Virada Multicultural – Conexão Nordeste. Em sua primeira edição, o evento reúne artistas nordestinos, promovendo um intercâmbio cultural e incentivando a formação de um mercado consumidor da arte produzida nessa região. A proposta é fazer 48 horas praticamente sem intervalos de programação com música, artes visuais, cinema, moda, literatura, artes cênicas, gastronomia e outras atividades recreativas que acontecem simultaneamente em parques, mercados, ruas, museus, teatros e outros pontos da cidade.

O custo do evento foi de aproximadamente R$3 milhões que, segundo o prefeito, não sairão dos cofres públicos, sendo 50% ou 60% desse valor provenientes de patrocínio. Para a população, a grande vantagem é que a maioria das apresentações da Virada são gratuitas!

A abertura que ocorreu na última sexta-feira contou com a participação de um cortejo cultural da Praça do Arsenal até o Marco Zero, em que os artistas e o público foram recepcionados por uma ciranda puxada por Lia de Itamaracá e Siba. No Marco Zero, os shows de abertura foram da Orquestra Contemporânea de Olinda, acompanhada de Expedito Baracho e Nação Zumbi. No sábado, este mesmo local recebe artistas conhecidos, como Chico César, Alceu Valença e Fagner. Paulinho Boca de Cantor (ex-Novos Baianos) também é atração do sábado no Pátio de São Pedro – Centro de Recife.

Apesar do intuito principal de valorizar a cultura e os artistas nordestinos, DJ’s e atrações internacionais também criam expectativas no público, como o grupo cubano Buena Vista Social Club, que se apresenta na madrugada de sábado pra domingo, às 1h30min.

O valor da Virada Multicultural vai além das apresentações dos artistas e da animação dos shows. O evento oferece Oficinas em diversas áreas, como artes visuais (Oficina de “Perfomances”), música (Oficinas  de frevo, de Hip-Hop, dança de salão, mediação musical) e artesanato (Oficinas de origami e de brinquedo reciclável).

Todas as informações do evento e de sua programação podem ser conferidas no Site Oficial da Virada Multicultural.

FONTESDiário de PernambucoG1 – PernambucoVirada Multicultural.

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Museu das Ligas Camponesas

O município de Sapé, localizado na Paraíba, ganhará um Museu que pretende remontar a história das Ligas Camponesas do Nordeste. O Museu será instalado na casa e no terreno onde viveu João Pedro Teixeira, líder das Ligas Camponesas da Paraíba. Em homenagem a esse líder, a inauguração do centro de memórias está programada para o dia 02 de abril, data do assassinato de João Pedro Teixeira em 1962.

Na sexta-feira (dia 23/09) integrantes da organização não-governamental Memorial das Ligas Camponesas se reuniram com Paulo Maldos (secretário de Articulação Social da Secretaria Geral da Presidência da República) para discutir a respeito desse Projeto. Segundo o presidente da ONG não-governamental, Luiz Damázio de Lima, a intenção do projeto é restaurar a casa onde morava o líder e construir um museu com informações sobre as lutas.

Além da construção do museu, há a intenção de utilizar o terreno também para a criação de um centro de formação para os agricultores, com áreas de lazer e unidades produtoras baseadas no sistema agroecológico. “Esse projeto é importante para os agricultores porque resgata a história de um cidadão que deu sua vida pela luta em prol da melhoria de vida das pessoas. A ideia é dar um rumo melhor à vida dos agricultores e fortalecer a luta deles. Esperamos que esse memorial seja um centro de referência não só no Nordeste, mas também nacional e até internacional”, declara Luiz Damázio.

As Ligas Camponesas foram associações de trabalhadores rurais, formadas inicialmente em Pernambuco, a partir de 1955, que se estenderam por outros estados até 1964, lutando pela reforma agrária e pela posse de terra. Na Paraíba, o núcleo de Sapé, liderado por João Teixeira, contava com mais de 10 mil integrantes.

Um documentário realizado por Eduardo Coutinho em 1984 narra a história desse líder paraíbano e das Ligas Camponesas, através das palavras da viúva do líder, Elizabeth Teixeira.

Documentário: “Cabra Marcado para Morrer”

FONTES: Portal VermelhoBrasil Cultura.

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